sábado, dezembro 18, 2010

La Muerte

Naquele dia um vento soprava de forma muito insistente contra os gigantescos pinheiros, que se erguiam vale a fora, tentando meio que observar o que acontecia ao seu redor.

Por todo o vale, poderia se observar uma calmaria muito estranha e por vezes apavorante, naquele dia nenhum pássaro cantou, o sol se retirou mais cedo e a lua nem se atreveu a brilhar. A coruja correu para o seu ninho, a águia se retirou de mansinho e o mar resolveu ficar calado.

E no meio de tanto silêncio havia uma casa, com estilo bem campeira, janela entreaberta e um homem de joelhos colados ao chão e a face banhada em lágrima.

Ele não produzia som, apenas ficava com a face colada ao solo, como alguém que presta uma reverencia, ou que pede perdão com grande insistência e fervor.

Ficou imóvel por horas e horas, depois, vagarosamente se levantou, consigo nada levou, apenas se pós a caminhar.

E caminhou por horas e horas, ate que por fim chegou a um imenso penhasco.

Neste instante, novamente ele se ajoelhou, o seu rosto no solo novamente colou, como um alguém que não quer, mas precisa muito fazer algo. Levantou se, olhou tudo ao seu redor com um ar de quem se despede, com um ar de adeus. Voltou se novamente para si e começou a se despir em um geste onde se livrava de todo o seu pecado.

Por um instante refletiu sobre tudo o que passara no mundo, hesitou por alguns instantes, tomou fôlego e saltou.

E enquanto saltava sentia o vento tocar todo o seu corpo, ele não se sentia morto, ao contrário se sentia cada vez mais vivo. Por poucos instantes sentiu que pudesse voar e viu borboletas a bailar do seu lado. E quase que agindo por instinto soltou um grande grito, o sol que estava oculto saiu por um minuto, e com lindos raios lhe saudou.

Veio também a chuva, com sua fisionomia turva, talvez para proporcionar a melancolia que faltava e ele caia cada vez mais rápido, como se fosse um pássaro que acabara de perder as asas.

Houve um grande ruído quando o seu corpo se chocou contra o solo.

Houve também muito silêncio após o estrondo que se deu.

Ele ainda tinha força para abrir os seus olhos e esboçar um rascunho de sorriso.

Para o mundo inteiro aquele homem morreu, mas no seu coração foi o único instante em que se sentiu vivo...

Will Lima

domingo, abril 18, 2010

devaneio



Às vezes me pergunto... Como acreditar no amor
Esse sentimento que às vezes me deixa sem assunto
Esse sentimento que às vezes me causa muita dor
Mas ai me deparo com a sua existência

Tão bela, e tão simples.
Tão forte e tão frágil

De onde vem essa força que te impulsiona sempre
Essa certeza de que tudo vai dar certo
Esse sorriso que e como uma semente
Transformando em floresta o coração que e deserto

sexta-feira, março 26, 2010

anjos e demonios




Eu nao podia ter me apaixonado por voce.
Eramos tao diferentes, voce um anjo amado
E eu apenas um demonio carente.
Fico pensando no que mais o destino poderia nos fazer.
Eu vivendo os meus dias com a mesma sensaçao de morrer
Mas a morte nao fazia sentido
Nada fazia sentido sem voce comigo
Mas so o simples fato de estar ao seu lado ja me queimava
Me dissolvia, e eu nao conseguia respirar ao seu lado
A minha existencia perto de ti era algo impossivel
Longe entao a dor se fortalecia de forma incrivel
Ate que nao resisti, corri em sua direçao
E pude ver o meu corpo se desfazer, ao simples toque de sua mao
Nao olhe no meus olhos, por favor nao agora
Por que neste instante me encontro morto e minha alma chora
Neste momento a minha alma chora

terça-feira, março 23, 2010

Solidão















Me perco com meus pensamentos tentando entender o que é estar só.
Sera essa ausencia que sinto de estar junto de alguém?
Sera apenas um vazio que vem e vai sem o menor consentimento?
Ou apenas suspiros desesperados no meio da noite?

Passo muito tempo tentando entender o que faz e o que deveria fazer sentido.
Mas sentido para mim, aparenta ser algo tão vago.
Então tento descrever com palavras a sensação de estar vivo.
Mesmo acreditando nunca ter estado.

domingo, março 14, 2010

Malabarista de Sentimentos



Malabarista de Sentimentos

La vem o malabarista de sentimentos

Sabe exatamente como manipular

Vem cantando ao vento

Vem declamando para o luar

Esta a procura de uma paixão

Esta em busca de um amor

Tem habilidades com a mão

Tem no peito muita dor

Segue firme feito rocha

Segue rocha tipo firme

Sua vida é uma aposta

E seus sentimentos uma vitrine


Sem Assunto
Gostaria de saber para onde caminha a humanidade.
Mas ao mesmo tempo penso que isso não é assim tão importante.
Me pergunto então o que é importante na verdade.
E me pego bobo sem nenhuma conclusão.
O que eu realmente busco para mim?
Ouvi uma música do realidade cruel onde encontrei uma reflexão muito profunda.
A frase diz mais ou menos assim:
"Se não sou eu a solução sera que esta em mim o problema"
Quantos de nós ja parou para se fazer este mesmo questionamento. Porque tudo depende de uma ótica.
O que parece ser verdade nem sempre é, mas ainda assim preferimos nos prender a aparencias.
Cada dia mais você precisa ser menos e parecer mais.
E perante uma corrida alucinada em busca de um ter, esquecemos do ser.
Acredito ter sido muito feliz a escolha do tema da campanha de fraternidade deste ano, temos nos vendido durante os anos.
Espero que com essa reflexão recuperemos o nosso magnífico valor de seres humanos.
*Pensamentos de um louco, eu!!!!

sexta-feira, março 12, 2010

Tempos de Paz


Depois de muito tempo senti novamente vontade de escrever
É como se eu conseguisse novamente ordenar os meus pensamentos e criar frases que façam sentido.
Mas olhando para o mundo onde vivemos, percebo que muitas coisas não fazem sentido.
Quanto mais evoluidos estamos, mais mortal nos tornamos. Criamos cada vez armas mais poderosas, cada vez mais o ser humano é descartável.
Mas mesmo em tempos aturbulados como os que vivemos, conseguimos enxergar uma luz no túnel escuro.
Basta olhar as inúmeras campanhas promovidas em favor da vida.
Lindas campanhas, mas sera mesmo que são necessárias?
As vezes fico me perguntando, sera que se fossemos menos egoístas, se olhássemos para o irmão que esta ao lado, se realmente dessemos valor ao ato de ser humano. Sera que seriam necessarias tantas campanhas em favor da paz?
Nos tornamos tão nocivos que quando fazemos algo de bom merece destaque em jornais, revistas e ate mesmo aqui na web.
É lindo ver as campanhas acontecendo, o ser humano se unindo, mas gostaria que isso fosse uma livre expressão da beleza humana e não mais um jogo de marketing querendo ocultar os erros que nós mesmos cometemos....